Revestimento de Objetos – Farmácia

      O processo de revestimento de produtos farmacêuticos por leito fluidizado passou por grandes avanços desde sua criação, na década de 1950. Isso se deve ao fato de que, no princípio, os solventes utilizados nas soluções de recobrimento eram orgânicos. Mas, devido, a questões ambientais e de saúde, estes foram proibidos e agora as soluções são aquosas, o que dificulta o processo de secagem. Assim, a tecnologia que está envolvida no processo precisou ser melhorada para que a viabilidade fosse mantida.       

       Este revestimento é feito com a utilização de um leito fluidizado quente de partículas secas e a injeção ou atomização de uma solução salina. O crescimento ocorre com sucessivas aspersões da solução com a subseqüente secagem da partícula. Existem vários processos e tipos de leito fluidizado que são utilizados para o revestimento, que diferem entre si principalmente no aspecto da localização do atomizador da solução, que pode estar localizado acima, abaixo ou mesmo na lateral do leito.

         Os comprimidos que passam pelo processo de revestimento devem normalmente estar pré-aquecidos (de 42°C a 46°C) para que haja um recobrimento satisfatório. Além disso, é necessário que haja um funcionamento prévio do leito com os comprimidos, sem a injeção da solução, para que sejam retirados a poeira e os fragmentos entre os medicamentos. O tamanho médio e a distribuição dos tamanhos do produto podem ser controlados ajustando a taxa de alimentação de sólido e líquido.

         A principal finalidade do revestimento, no caso de medicamentos, é encobrir sabores desagradáveis, liberar o princípio ativo no organismo de forma controlada ou o prolongar a vida útil do medicamento.