Queda de Pressão Através do Distribuidor

A estimativa exata da queda de pressão no distribuidor é fundamental para o projeto de uma coluna de leito fluidizado. Quando um gás fluidizante passa através de um leito de partículas mantidas em um prato de orifício ou um distribuidor qualquer, ocorre uma queda de pressão do gás e um aumento na velocidade. Se a queda de pressão no distribuidor é muito pequena, o resultado é uma fluidização pobre, ou seja, alguma parte do leito receberá menos gás do que outra, e poderá ser temporariamente ou permanentemente não fluidizada, enquanto que outras partes, o gás forma canais ou jatos semi-permanentes. A experiência mostra que, os distribuidores devem ter uma queda de pressão (Dpd) suficiente para atingir o escoamento sobre toda a secção transversal do leito. Adota-se a seguinte recomendação:

onde Dpb é a pressão através do leito calculada por:

É importante conhecer o mínimo Dpd que asseguraria a uniformidade da fluidização em variação requerida de operações. Para a teoria do orifício e equações de leito fixo, pode-se mostrar que:

   para placas planas;

para placas perfuradas e tuyere;

Para leitos borbulhantes de partículas finas (categoria A de Geldart), onde U>Umb, suportado por distribuidores de placas porosas e perfurado, Mori e Moriyama (1978) consideraram as conseqüências da interrupção do escoamento no leito. O resultado desta análise sugere, que para uma fluidização completa deveria obedecer:

onde n=1 para placas porosas, n=2 para placa perfuradas. Esta expressão mostra que Dpd deve ser alto quando opera-se próximo de Umf, mas pode ser baixo, quando o leito opera acima de U.

Para U/Umf>10 para placas porosas e U/Umf>3 para placas perfuradas, a equação 4 reduz a:

e se tiver L/Lmf=1,2-1,4, típico de leitos borbulhantes, a equação 5 reduz-se a equação 1.