Expansão do Leito

A expansão é observada quando a velocidade do gás é superior a velocidade de mínima fluidização, e está ligada a formação de bolhas no leito. Normalmente, é expressa pela relação da altura do leito fluidizado a uma velocidade qualquer e altura do leito na velocidade de mínima fluidização.

Tannous et al. (1994) fez uma síntese das possíveis influências:

  • Com relação a influência da geometria dos leitos, Cranfield e Geldart(1974) constataram que a expansão de um leito tridimensional é menor que aquele de um leito bidimensional para a mesma velocidade do gás;
  •  Bradshaw e Myers(1963) notaram que a expansão do leito é independente da altura do leito fixo. Estes resultados foram obtidos para partículas grandes esféricas e cilíndricas de diâmetro médio entre 420 e 876mm e massa específica entre 906 e 1980 kg/m3. Além disso, os autores notaram que a expansão dos leitos é independente do diâmetro da coluna.

Existem certas correlações na literatura que prevêem a expansão dos leitos à diferentes velocidades. Estas correlações são derivadas das fluidizações líquido-sólido (Richardson e Zaki,1954), da teoria de duas fases, supondo que o excesso do gás, com relação à mínima fluidização, atravessa o leito na forma de bolhas, ou ainda da teoria dos grupos adimensionais.

Os métodos experimentais de medição da expansão do leito são os mesmos utilizados para a Porosidade e a Velocidade de Mínima Fluidização